mercado do bolhão

2013 | Projeto | Porto

A Câmara Municipal do Porto caracterizou o Mercado do Bolhão como um equipamento municipal, apontando as principais fragilidades e definindo claramente uma “vocação” para o mercado do século XXI.

 

Para este efeito, teria que ser instalado neste edifício um “Mercado de Aromas e Sabores Tradicionais, baseado na excelência de produtos naturais e capaz de atrair consumidores e turistas qualificados”. A Câmara apontou também os princípios reguladores do projeto de recuperação e reabilitação, e definiu as linhas gerais de ação para as lojas exteriores, que deveriam manter sua “independência” em relação ao mercado interno. Este último, por sua vez, daria as boas-vindas ao mercado tradicional acima mencionado. Referiu também a necessidade de o edifício ter um teto na área descoberta definida pelo limite interno, invocando a inconveniência de uso causada pela grande pluviosidade que ocorre no Porto.

 

Propôs “uma nova matriz de espaços, inspirada nos modelos desenvolvidos nos mais recentes mercados de qualidade europeus, que permitam uma área de exposição de produtos em quantidade e visibilidade adequadas”, sem, no entanto, distorcer o componente tradicional do mercado. Contudo, a Câmara admitia a introdução de novos recursos que promovessem a imagem e a competitividade do mercado, atraindo novos clientes e o público em geral. Por fim, e em relação às fachadas exteriores do mercado, propôs a substituição da uniformidade perdida ao longo dos anos devido às intervenções desqualificadas realizadas - principalmente aquando a introdução de novas janelas - que sugeriam a “substituição na sua forma original” e admitem a eliminação de elementos espúrios nelas colocados (placas publicitárias, aparelhos de ar condicionado, etc.). Todas estas questões foram incluídas neste projeto de reabilitação do Mercado do Bolhão.

 

Para melhorar o acesso ao mercado, foi também planeada uma ligação subterrânea direta à Estação de Metro do Bolhão no Porto. O espaço central do mercado pretendia-se que fosse coberto para melhorar as condições de conforto e vendas. De facto, as condições dos bancos no terraço e na galeria forçaram os comerciantes a montar toldos improvisados que deturpam completamente o espaço.

promotor:

coordenação:

imagens:

Direcção Regional de Cultura do Norte (DRCN) | Câmara Municipal do Porto

Arq. João Carlos dos Santos | DRCN

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